quinta-feira, Abril 17, 2014

A ARTE DO MESTRE ANDRÉ



Quando vi André Gomes de início a "6", desconfiei. Não porque não acredite neste menino - muito pelo contrário - mas porque não via nele um jogador com capacidade e intensidade suficientes para contrariar uma zona intermédia do Porto que, regra geral, costuma ser forte. Pois bem, enganei-me redondamente. O nosso Gomes fez um jogo tremendo, recuperando inúmeras bolas e jogando sempre com critério. Depois, o golo é só uma autêntica obra de arte, de um jogador que sempre me transmitiu boas sensações. Claro que ajuda jogar atrás ou ao lado de um super atleta como Enzo Perez mas, em todo o caso, houve muito mérito de André Gomes que terá feito, sem dúvida alguma, o melhor jogo ao serviço do Benfica.

Não posso deixar, uma vez mais, de tirar o chapéu a Jorge Jesus por mais uma cartada que veio a revelar-se genial. É como ele diz, quem treina os jogadores é o próprio e é o nosso mister quem sabe melhor que ninguém quem e onde deve jogar. 

E por falar em mister, pela segunda vez em dois anos, conseguiu virar uma meia-final após derrota (1-0) na primeira mão. Já tinha sido assim frente ao Fener e voltou a suceder com o FC Porto. E tal como nesse jogo europeu, a reviravolta foi sofrida (depois de chegar à vantagem a equipa também sofreu o golo da igualdade, vendo-se obrigada a marcar dois golos) mas foi totalmente justa. Houve crer, raça, ambição, união, classe e, naturalmente, todo um publico envolvido que elevou a equipa para patamares de excelência. Como dizem os ingleses, remarkable!!

Dizia eu o ano passado - mais ou menos por esta altura - que uma equipa com esta qualidade está muito mais próxima de ganhar títulos. É verdade que o ano passado não ganhámos nada mas ninguém pode pôr em causa a excelência do trabalho do nosso treinador. Felizmente que Luis Filipe Vieira não foi em cantigas. Está aqui a prova de que não só temos um plantel de enorme qualidade mas também uma equipa técnica do melhor que se viu por estes lados. Saibamos dar mérito e valor a quem o tem. Os obreiros de mais uma grande época? os 3 mosqueteiros: Jorge Jesus, o presidente e os jogadores. Parabéns a todos e, da minha parte, o meu muito obrigado por tantas alegrias!

PS: Percebo que, por causa de Ronaldo, Bale não jogue a extremo esquerdo. Na minha opinião, é abissal a diferença de rendimento do galês quando joga nessa posição. Parabéns ao Real que conseguiu superiorizar-se a uma equipa sem centrais, sem guarda-redes e sem treinador.

sexta-feira, Abril 11, 2014

I WANNA DO IT AGAIN



Pronto, a minha menção honrosa aos grandes Silence 4 já está feita no título: estamos a fazer o caminho brilhante do ano passado e naturalmente que as expectativas em repetir uma final europeia são elevadas. Matéria prima é o que não falta. A ver mais uma vez pela amostra, qualquer jogador que Jesus lance em campo, está física e mentalmente apto para corresponder.

Dividirei esta crónica em duas partes: positivo e negativo.

POSITIVO:

- Sociedade Sálvio-Rodrigo. Nos momentos iniciais do jogo e ao ver uma qualquer jogada do Sálvio, virei-me para o meu irmão e disse-lhe que o argentino estava de volta. Não sei precisar qual foi o momento mas notei logo que o seu arranque estava muito mais potente. Pois bem, minutos mais tarde fez uma jogada monstruosa para o golo do Rodri e brindou-nos com um punhado de jogadas que tão bem ele sabe fazer. Com efeito, não me surpreenderia que Toto descansasse no fim-de-semana e fosse efectivo no importante confronto com o Porto.
Relativamente a Rodrigo, está numa forma extraordinária. Por favor revejam o primeiro golo do Benfica e notem a sua cavalgada antes de finalizar - a fazer lembrar Ronaldo -. Fantástico momento. Mas o hispano-brasileiro não se ficou por aqui: para além de bisar, proporcionou-nos momentos de pura magia, com rodopios tremendos e alguns passes de ruptura geniais (pena que Cardozo não tenha aproveitado). 

- Solidez defensiva. Tudo bem que o AZ não é uma equipa de topo mas normalmente os conjuntos holandeses fazem golos. Na Luz, tal como em Alkmaar, não foi o caso. E mais do que assinalar as debilidades ofensivas deles, devemos sublinhar o acerto defensivo dos nossos. Todo o sector esteve bem mas aquela dupla de centrais merece um destaque extra. Voz de comando, liderança e inteligência táctica por um lado, classe, poder de antecipação e tranquilidade por outro. Como diz o nosso amigo Octávio Machado... Vocês sabem de quem é que eu estou a falar...

- Rotatividade. Já deu para ver que jogue quem jogar, há fortes possibilidades de êxito. Jesus tem-no feito na perfeição e o plantel tem correspondido na sua plenitude. Faltará um pouquinho mais de Sulejmani e de Djuricic para a festa ser perfeita mas, sejamos justos, é difícil pedir-se mais a este elenco. Como se costuma dizer, tem sido um ano "à Benfica"!

- Arranca Siqueira. Já me começo a habituar a usar mentalmente estas palavras quando vejo o brasileiro ou então o extremo esquerdo com a bola. Está também ele num grande momento e fisicamente sente-se confortável em subir e descer com grande regularidade. Sem Sílvio terá provavelmente de fazer horas-extra neste final de época mas, a ver pela amostra, não me parece que vá ser por aí que vá quebrar. 
Uma coisa me parece evidente: seja por 4, 5, 6 ou 7, Siqueira é para se comprar. 

- Grande Sevilha. Não, meus amigos, não estou a tentar com isto provocar ninguém. Para mim foi uma excelente noticia a passagem dos sevilhanos às meias. Por vários motivos. Desde logo, porque caiu um adversário muito forte e que se costuma dar muito bem connosco; porque adoro este conjunto andaluz e a sua afición; porque entendo que o futebol do Benfica encaixaria mais facilmente frente a esta equipa, já que privilegiam o futebol ofensivo e também deixam jogar o adversário; e finalmente porque não me apetecia nada enfrentar quatro vezes o FC Porto neste final de época, jogos esses que implicam um desgaste físico e emocional acima do normal.

NEGATIVO:

- A lesão de Sílvio. Uma imagem que nos deixou a todos tristes. Uma lesão gravíssima e que ninguém merece. Muito menos este jovem rapaz que estava num excelente momento e a preparar-se para uma viagem justíssima ao Brasil. A pior noticia da noite.

- Petardos. Alguns adeptos do Benfica não aprendem. Continuam com estas coisas e a Uefa já avisou que o clube corre o risco de jogar um jogo à porta fechada. Naturalmente que não o desejo mas era isso mesmo que alguns mereciam. 

- Sulejmani e André Gomes. Gosto dos dois - principalmente o nosso André - mas neste jogo faltou-lhes intensidade. Nota-se que sabem tratar a bola mas por vezes demonstram falta de agressividade e até de velocidade quando querem progredir com o esférico. Foram os jogadores menos rotativos da noite.

E pronto, chegámos a mais uma meia-final europeia. Juventus, Sevilha e Valência são os adversários possíveis. Todos eles são difíceis, obviamente. Já ouvi teorias de que seria melhor jogar com a Juve a duas mãos do que apenas numa. Percebo a ideia. No entanto, mantenho a minha: o objectivo principal neste momento passa por chegar à final. E se todos reconhecemos que os italianos são os mais fortes, pois então que se trate de evitá-los. 
Como escrevi atrás, o Sevilha seria a equipa que, no meu entender, melhor serviria os nossos interesses já que joga para a frente mas também deixa jogar. Eu iria por aqui e, de preferência, com o factor casa a sorrir-nos no segundo jogo. Aguardemos, pois então.

terça-feira, Abril 08, 2014

MUY CERCA



Quatro golos sem resposta de três sul-americanos deixaram o Benfica "muy cerca" de mais um título nacional. Extraordinário ambiente numa segunda-feira diz bem da onda que Jesus e companhia ajudaram a criar. E essa mesma equipa fez questão de brindar os seus adeptos com mais um recital de bom futebol. Um autêntico "tiki-taka" com todos os jogadores compenetrados e a participarem nas acções defensivas e ofensivas. O Rio Ave, que até tem uma belíssima equipa, nomeadamente do seu meio-campo para a frente, - muito interessante aquele duplo pivot composto por Felipe Augusto e Tarantini - foi totalmente abafado pelo conjunto encarnado. 

Destaques:


MVP: Nico Gaitán - que classe, meu Deus. Já o disse há uns tempos atrás e volto a repetir: se Sabella convocar o velhinho Maxi Rodriguez em detrimento do Nico, será um crime lesa futebol. Só admito a não convocatória do nosso "20" se o seleccionador argentino estiver a fazer conta de utilizar Lavezzi como extremo esquerdo, juntamente com o indiscutível Di Maria.
Sobre este jogo em particular, serviu com classe Rodrigo no primeiro golo, fez o segundo e vieram dos seus pés algumas das mais belas jogadas da noite. Deu-se ainda ao luxo de, por exemplo, fazer um bicicleta dentro da sua própria área, demonstrando não só a sua habilidade mas também a sua disponibilidade para defender. Um luxo!!

Maxi: Bato-lhe muito na cabeça mas a verdade é que neste encontro em particular foi dos mais regulares. Apareceu muito e bem nas acções ofensivas e nunca virou a cara à luta. Boa exibição do uruguaio.

Sílvio: Um jogador que aparece nesta fase da época muito bem fisicamente. Cumpre à esquerda da mesma forma que o faz à direita. Jesus e principalmente Paulo Bento poderão estar descansados porque caso queiram apostar neste rapaz para qualquer uma das alas, a qualidade sobressairá. 

André Almeida: A equipa recuperou imensas bolas no meio-campo adversário e isso deveu-se muito ao jovem português que conseguiu "empurrar" a equipa para a frente. Fez algumas faltas importantes - para as unidades ofensivas "respirarem" - mas foi nesse tal pormenor de evitar jogar colado aos centrais que mais se destacou. Impressionante como Jesus se dá ao luxo de fazer actuar uma unidade que era, à partida, quarta opção para a posição de trinco (Matic, Rúben e Fejsa) e este responde desta maneira num jogo de (eventual) decisão de campeonato.

Enzo Perez: Depois de ter descansado a meio da semana, voltou esta noite com as baterias totalmente carregadas. Voltou a ser o motor da equipa e, quando ele está bem, todo o futebol benfiquista sofre um boost tremendo. Sacou um penalty como só ele sabe e foi, sem dúvida, das unidades que mais perfume largou no estádio da Luz. Mais um que é preterido por um Banega que actualmente é suplente no Newells Old Boys ou por um Gago que pouco ou nada acrescenta ao meio-campo do Boca Juniors.

Rodrigo: Voltou aos golos mas, mais importante que isso, manteve o nível das exibições que vem produzindo ultimamente. Está muito leve, muito dinâmico e nunca se esconde do jogo. Esteve nos dois primeiros tentos e teve também direito a descansar (saiu por volta dos 75 min), algo que, de resto, se manterá frente ao AZ (arrisco dizer que Djuricic e Cardozo formarão dupla na frente).

Cardozo: "Apenas" pelos dois golos que marcou. No fundo, quando falamos de Óscar, normalmente só sublinhamos a sua eficiência na hora de concluir. Tomaria que os Postigas desta vida tivessem direito a essa "simples" referência da forma recorrente que tem o paraguaio.

Mais uma vitória, menos uma jornada e mais um capítulo fechado rumo ao objectivo. E que bom seria que a este grande feito se juntassem mais uns quantos. Sou muito sincero, gostaria muito de ganhar tudo mas se me pedissem hoje para assinar "apenas" as vitórias no campeonato e na Liga Europa, era já de cruz.

sexta-feira, Abril 04, 2014

VITÓRIA IMPORTANTE NA HOLANDA


Jesus é um treinador extraordinário. Conseguiu colocar o Benfica num ponto em que os seus adeptos, exigentes "pa'caramba", não se contentam com uma vitória fora num jogo a contar para os quartos-de-final de uma competição europeia, num país onde o clube não ganhava desde 1969. E isto já para não falar nas "pobres" exibições internas que apenas fazem com que estejamos em primeiro com 7 pontos de avanço sobre o Sporting, 15 sobre o Porto e com o estatuto de melhor ataque e melhor defesa claramente ameaçados pela tal falta de intensidade e de atitude nos últimos tempos.

Eu que já fui jogador, quando por vezes tinha um encontro a meio da semana, sentia logo mazelas para o match seguinte. Experimentem agora jogar sistematicamente 3 partidas por semana como o Benfica tem feito. A gestão tem obrigatoriamente de ser feita e está a sê-la com muita categoria. O plantel está motivado e quem tem jogado, regra geral, tem mostrado qualidade e competência. E atenção, a tal economia de esforços não está a ser feita só de fora para dentro. No próprio jogo os atletas têm-se defendido muito bem. Menos correrias, linhas mais recuadas e maior posse de bola. São estas as principais diferenças que vemos entre o Benfica actual e os dos últimos anos. 

Está a faltar alguma exuberância? Está. Por vezes colocamo-nos a jeito? Talvez. Mas o que ninguém pode negar é que a equipa respira confiança, trabalha muito, tem defendido bem (algo que nem sempre era visível no passado) e tem jogadores com uma categoria individual que permite a Jesus usar uma arma um pouco ao estilo italiano: o cinismo.

Sobre Alkmaar. O AZ entrou bem na partida e causou-nos alguns problemas, nomeadamente através do seu flanco esquerdo com um tal de Beerens, um jogador que já conheço dos tempos do Herenveen, rápido e com boa qualidade técnica. 
A partir dos 25 minutos, a equipa pegou no jogo e controlou totalmente as operações. Marcou um golo e até podia ter feito mais um ou outro caso carregasse no acelerador. Não aconteceu mas a vitória pela mínima deixa-nos praticamente com um pé nas meias.

A noite correu muito bem - deu até para Maxi e Gaitán limparem os cartões - mas não foi perfeita. Infelizmente o Rúben lesionou-se e calculo que tal o impedirá de ir ao mundial. Uma pena. A juntar a isso também os resultados dos outros campos. Não acredito que Porto e Juventus deixem fugir as vantagens conseguidas na ida.

Relativamente aos destaques, Artur esteve bem - muito embora a paragem cerebral perto do fim -, André Gomes cumpriu (mas tem de ser mais intenso em termos defensivos), Sálvio marcou um golo e deu-se muito ao jogo, Cardozo fez o seu melhor encontro de 2014 e Rodrigo foi, quanto a mim, o MVP.

PS: Para aqueles que falam mal da equipa e do nosso treinador, recordo-vos/lhes que há uns anos atrás as capas dos jornais eram assim:


quinta-feira, Março 27, 2014

EM ABERTO

O título do post e o seu significado é mesmo o que de melhor o Benfica pode retirar deste jogo. Sair do dragão com uma derrota pela margem mínima deixou, como deu para ver no pós-match, Jesus relativamente satisfeito. 

Este encontro fez-me lembrar a deslocação à Turquia o ano passado. Podíamos ter perdido por mais mas a verdade é que trouxemos para Lisboa um resultado que agradou ao técnico. É mesmo assim, JJ julga-se capaz de, perante o seu público, dar a volta à situação. Eu também tenho essa esperança, muito embora tenha a noção de que o Porto não é o Fener. Aguardemos, pois então.

Tenho de vos dizer que vi este jogo com uma enorme tranquilidade. Por vários factores. Por achar que a equipa vive um bom momento; por não acreditar tanto no poderio do rival; por confiar em todos os jogadores do Benfica; por não ser grande fã da taça de Portugal (muito embora queira que o meu clube ganhe sempre); e por saber de antemão de que haveria uma oportunidade para o Benfica corrigir um resultado negativo.

A questão é que, no meu entender, Jesus exagerou um pouco. Foram mexidas a mais. Percebo a obsessão com o jogo de Braga mas, com tanta alteração, o técnico encarnado correu o risco de ficar já eliminado da taça. Bastaria, por exemplo, o lance de Quintero ter dado em golo e, com 2-0, a meia-final estaria completamente inclinada. Além disso, o Braga também jogava hoje, algo que implicaria desgaste físico. 

Mas... falava eu das alterações de Jesus. Percebi algumas, outras nem tanto. A começar em Cardozo. Sempre disse que, estando ou não em forma, havia jogos em que o paraguaio não deveria ser opção de início. Este era claramente um deles. A equipa iria ser pressionada, muitas vezes dominada, e necessitava de homens rápidos e móveis na frente. Lima ou o próprio Markovic teriam sido a minha opção. Depois, a questão do meio-campo. Rúben e Fejsa sentiram muitas dificuldades para controlar aquele trio composto por Fernando, Defour e Herrera. Ora, não digo que a equipa devesse ter começado com 3 homens no miolo mas ao intervalo, depois de tanto domínio azul, impunha-se a entrada de Enzo Perez. Não seria por jogar 45 minutos que o argentino iria chegar mais ou menos fatigado a Braga, e até porque tem sido dos homens com  direito a mais descanso.
Finalmente, nas alas. Sulejmani e Sálvio são bons de bola mas, em virtude das lesões graves que tiveram, estão sem a explosão que já mostraram no passado. Faltou alguém que desequilibrasse nos flancos. Gaitán ou Markovic, um deles, pelo menos, deveria ter jogado a efectivo.

No meio da tempestade, houve espaço para tirar algumas notas positivas. Garay e Luisão confirmaram a boa forma e Rúben foi gigante no meio-campo. Rodrigo, apesar de algo escondido, demonstrou saúde física e Artur voltou à equipa e também não foi por aqui. E, no meio disto tudo, perder um jogo no dragão pela mínima com 6 habituais titulares de fora (Oblak, Siqueira, Enzo, Marko, Nico e Lima), não se pode dizer que seja alarmante. Mau seria se não houvesse qualidade e espaço para remontar na segunda volta. Se eu acredito? Claramente!

PS: Apesar duma boa arbitragem de Marco Ferreira, fica uma mancha no seu trabalho: o vermelho por mostrar a Fernando por entrada bárbara sobre Fejsa (e a do Herrera sobre o Sálvio também poderia ter sido alvo de uma decisão mais rigorosa).

quinta-feira, Março 20, 2014

APURADOS


Não foi uma exibição conseguida (péssima segunda parte) mas, em todo o caso, conseguiu-se o objectivo principal que era seguir em frente. 

Jesus manteve a estrutura atrás e revolucionou por completo o ataque. Se os dois da frente (Djuricic e Cardozo) nada trouxeram ao jogo, já Sálvio e Sulejmani correram muito, ajudaram atrás e conseguiram algumas boas jogadas pelos flancos. Porventura terá faltado alguma intensidade mas isso pode ser explicado por alguma falta de ritmo em alguns jogadores e também por, inconscientemente, a equipa ter "jogado" com o resultado da primeira mão.

Não foi bom - o Tottenham não deixa de ter boas individualidades e aquele espírito britânico de acreditar até ao fim - mas a missão foi cumprida. Não haverá Enzo Perez no próximo encontro europeu mas jogará outro. Não será por aí. Jesus confia em todos e eu também.

Destaques:

MVP: Garay. Pelo golo que marcou e porque foi aquele que mais tranquilo pareceu no sector defensivo.

Sálvio: primeiros 90 minutos depois da lesão. Nem sempre decidiu bem mas os principais lances ofensivos surgiram quase sempre de iniciativas suas. Sai, portanto, com nota positiva, muito embora todos nós tenhamos noção de que pode melhorar e de que está ainda muito longe daquilo que nos habituou.

Oblak: numa noite de pouco trabalho, disse presente nos minutos finais, evitando o terceiro golo dos Spurs. Teve duas ou três intervenções que, à primeira vista, pareceram de dificuldade média-baixa mas, na verdade, acabaram por ser defesas de grande valia e que valeram "pontos". 

Venha o AZ Alkmaar ou então qualquer uma menos a Juventus.  

quarta-feira, Março 19, 2014

ESTAMOS LÁ


Finalmente uma alegria vinda de Old Trafford. Não acredito nesta equipa, muito menos no seu treinador, mas em todo o caso estão nas 8 melhores da champions e, logicamente, terão de ser eliminados dentro do campo. 

Vamos ter uns quartos-de-final absolutamente fantásticos. Chelsea, United, Real, Barcelona,  Atlético, Dortmund, Bayern e PSG. Só falta aí o Man City que teve azar no sorteio. Diria mesmo que estamos perante a champions mais forte e emotiva de sempre. 

Em modo Zandinga, queria qualquer coisa como isto:

Chelsea - United 
Real - Bayern
PSG - Dortmund
Atlético - Barcelona

É esperar por sexta-feira.